PALMAS — O senador Irajá Abreu decidiu retirar sua pré-candidatura à reeleição ao Senado Federal em 2026 após uma disputa interna no PSD do Tocantins. Em carta aberta divulgada nas redes sociais, o parlamentar afirmou que ele e a pré-candidata Ivanete Lima foram deixados de fora da composição registrada pelo partido e que a decisão encerra um ciclo político iniciado há mais de uma década.
A saída de Irajá expõe uma crise dentro da legenda e altera o tabuleiro eleitoral tocantinense. Fundador do PSD no Estado e filiado ao partido desde 2011, o senador afirmou que não concordou com a condução do processo de escolha dos nomes para a disputa majoritária.
Segundo Irajá, a ata da convenção do PSD, homologada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO), não contemplou sua candidatura nem a de Ivanete Lima. O documento foi registrado sob a presidência estadual de Laurez Moreira.
Na carta, o senador relembrou sua trajetória, que inclui dois mandatos como deputado federal e o atual mandato no Senado. Ele afirmou deixar a vida eleitoral com “serenidade” e destacou ações e projetos realizados nos 139 municípios tocantinenses.
“Encerro este capítulo com serenidade, consciência e a certeza do dever cumprido”, declarou Irajá.
A desistência retira do cenário um nome que vinha sendo considerado competitivo para a disputa ao Senado e abre espaço para uma nova reorganização das forças políticas no Estado. A decisão também aumenta as incertezas sobre os próximos movimentos do grupo ligado ao PSD e sobre as alianças que serão construídas para 2026.
Apesar da saída da disputa, Irajá afirmou que continuará atuando politicamente e agradeceu aos eleitores, familiares e aliados que acompanharam sua trajetória.
“Os mandatos passam. Mas os princípios, valores e o respeito às pessoas devem permanecer”, afirmou o senador.
O episódio marca um dos primeiros grandes movimentos da pré-campanha eleitoral no Tocantins e deve provocar novas negociações entre partidos e lideranças estaduais.
