São Bento do Tocantins ganha aval federal para exploração de água mineral em área de 48,5 hectares

Projeto prevê instalação de indústria na zona rural do município, às margens da TO-134; empreendimento já possui licença de instalação concedida pelo Naturatins1 min


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Foto: Abmael Milhomem 

SÃO BENTO DO TOCANTINS — O município de São Bento do Tocantins, na região do Bico do Papagaio, avançou mais uma etapa para receber uma indústria de exploração e envase de água mineral. O Ministério de Minas e Energia concedeu à Fonte de Água Mineral Sampaio Ltda. o direito de lavra de água mineral em uma área de 48,53 hectares localizada no município.

A concessão foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (31) e está vinculada ao processo minerário nº 48073.864080/2020-59. Com a publicação, o processo deverá seguir para a Agência Nacional de Mineração (ANM), responsável pelas providências administrativas relacionadas à atividade mineral.

O empreendimento está previsto para ser instalado na Fazenda Sampaio III, na zona rural de São Bento do Tocantins, às margens da TO-134, no km 30.

A empresa já havia obtido, em fevereiro deste ano, a Licença de Instalação nº 6/2026, concedida pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins). O documento autoriza a implantação de uma indústria de pequeno porte com 2.741,06 metros quadrados de área construída. A licença foi assinada em 24 de fevereiro e tem validade até 14 de outubro de 2027.

Empresa atua no setor desde 2003

A Fonte de Água Mineral Sampaio Ltda., nome fantasia Água Mineral Sampaio, possui CNPJ ativo desde 27 de junho de 2003 e tem como atividade principal a fabricação de águas envasadas. Também constam entre suas atividades o comércio atacadista de água mineral e o comércio varejista de bebidas.

O projeto representa um novo passo para a implantação de uma estrutura industrial voltada à exploração e ao envase de água mineral em São Bento do Tocantins.

Autorização não significa início imediato da produção

Apesar do avanço, a concessão do direito de lavra não significa que a água mineral já esteja sendo engarrafada ou comercializada.

O empreendimento ainda precisa cumprir as exigências ambientais, minerais, sanitárias e administrativas necessárias para iniciar efetivamente a operação comercial. A documentação divulgada até o momento também não informa a capacidade de produção prevista, o volume de água autorizado para exploração, o investimento total ou o número de empregos que poderão ser gerados.

Também não há, nos documentos consultados, uma data definida para o início da produção comercial.

A expectativa é que, com o avanço das etapas de regularização e implantação, o empreendimento possa representar uma nova atividade industrial para São Bento do Tocantins e ampliar a participação do município no setor de águas envasadas.

 


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